aprendi que
nada é comparável
a preciosa paz do travesseiro.
e por isso
hoje
mais uma vez
rendo a minha tristeza nómada
a esta noite calma.
deito-me nos silêncios
enrosco-me no veludo da saudade
deixo-me embalar no sono
e sonho.
é este o corredor da transição.
é aqui.
alma e coração
deixam o canteiro fechado
atravessam o jardim
e soltam-se
livres
na planície aberta
extensa
liberta
sob um céu azul
onde o vento ama todas as árvores
e todas as flores
e onde o tapete de erva fresca
é o melhor chão
para o desvario
inebriante da liberdade.
ainda não cheguei aí.
estou aqui.
neste corredor de transição.
Sem comentários:
Enviar um comentário