se tudo tem um preço, quanto custa uma consciência tranquila?
eu sei o meu preço.
a verdade.
a verdade da minha voz.
aprendi, da forma mais dura, que quando se respeita mais a verdade dos outros do que a nossa, a alma começa a soluçar, por dentro, nos músculos, nos ossos, nas veias... nas células... e coisas más acontecem. coisas muito difíceis. é o corpo a gritar o sufoco da alma, a verdade que se cala e se engasga na garganta, que se atrapalha nas mãos e que cai aos tropeções na pressa dos passos que correm de nada para lado nenhum... apenas para escapar de dentro, da consciência sem paz. depois, há a surpresa já adivinhada das coisas difíceis que acontecem quando a alma já não aguenta mais... e tudo muda. irreversivelmente.
hoje, por fim... aquele pequeno-grande passo.
e o nó na garganta soltou um pouco mais
a alma deixou deixou de tanto icar...
alguém disse que quando se muda, tudo muda connosco.
verdade.
esta noite, a minha consciência dorme mais tranquila.
mais ou menos isto...
