terça-feira, 12 de maio de 2015

muitas vezes,
não sei de onde vem a esperança.

não sei, mesmo.

porque há noites,
como esta,
que terminam com um nó na garganta,
sufoco de beco sem saída,
céu que desaba
violentamente...

noites há que adormecem assim,
com o peso da angústia,
de não ter qualquer resposta
para a lista infindável de perguntas
que não se apaga
quando o candeeiro é desligado.

e é por isso que cada manhã é um milagre.

depois das lágrimas na almofada,
alma limpa,

página virada...

recomeço.
 



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