não sei de onde vem a esperança.
não sei, mesmo.
porque há noites,
como esta,
que terminam com um nó na garganta,
sufoco de beco sem saída,
céu que desaba
violentamente...
noites há que adormecem assim,
com o peso da angústia,
de não ter qualquer resposta
para a lista infindável de perguntas
que não se apaga
quando o candeeiro é desligado.
e é por isso que cada manhã é um milagre.
depois das lágrimas na almofada,
alma limpa,
página virada...
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