há dias em que a alma é mais uma rodilha amachucada de momentos pesados, tristezas, perdas, desilusões...
de repente, parece que todos os murros secos, precisos e fatais (tipo KO, mesmo!) que se receberam ao longo da vida, liderados pelo murro do momento, se juntam e se lançam unidos, tipo disparo de canhão, num único mega-soco, em cheio na alma, e abanam a estrutura... por dentro. esses momentos (os meus pomposos INSIGHTS), que acontecem em lugares mais ou menos especiais, são os meus "momentos da verdade"... autênticos terramotos interiores... a partir dali, já não é possível ignorar a verdade, nem desencantar desculpas criativas. a boa-vontade e a mente aberta passam a ser fraqueza e não vale a pena fechar os olhos, nem voltar as costas. a verdade olha-me fixamente, de frente...
a verdade, no momento da verdade.
não importa o dia, nem a hora, nem a circunstância. invariavelmente, a voz que, antes, debitava poemas doces assume um tom impaciente, quase cruel, e dispara um "é assim" que não deixa margem para dúvida. não há "falsos positivos" e é escusado continuar a estrebuchar. aprendi que não aceitar a verdade tem um preço muito mais alto do que a dor (seja qual for) da sua aceitação. e não é uma aceitação passiva, não senhora! é daquelas que, depois de um ou muitos mais suspiros arrancados das profundezas da tristeza, obriga a levantar a cabeça, endireitar as costas e a responder à voz de dentro... "vamos lá fazer isto".
e faço.
nem que isso me rebente no peito como uma explosão e deixe a alma em escombros. mas faço. porque pior do que o fazer é a negação da verdade.
faço.
e pago o preço que tenho a pagar, porque só depois de pagar o bilhete de volta é que regresso a mim.
mas não estou sozinha.
a minha determinação tem também a força da amizade de quem, no matter what, está aqui. há os telefonemas e os mails e os chats. há os sushis e as esplanadas. as conversas do "privado" e as da cozinha e as do sofá. há a intimidade e confiança de quem nos recebe e aceita, durante todo o processo. da ilusão, à desilusão. da sedução à perda. da euforia ao vazio. e permanece aqui, apesar de nós. e não dá palmadinhas mas dá mimo e colinho. e, no movimento perfeito do oito invertido, também EU aqui estou. para o que der e vier, apesar de mim. you scratch my back, i scratch yours...
e, depois... há gestos simples, tão simples, que, realmente, fazem a diferença...
... dia da mulher...
especialmente para as mulheres que me acompanham, e a quem acompanho, nesta aventura de SER mulher...OBRIGADA!
Nota: O símbolo do infinítu representa a eternidade, o sagrado, a divindade, a evolução, o amor e o equilíbrio entre o físico e o espiritual.
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