sorte...
tirei uma carta da sorte à sorte e deitei-me com ela. deixei que a sorte da carta da sorte à sorte me entrasse pelos sonhos dentro e deixasse a sua sorte, em mim.
tremenda esta carta da sorte. por sorte, é de boa sorte, senão... que sorte a minha!
era a carta da festa. do riso e da abundância. e, hoje, já vivi isso tudo e ainda não acabou o dia!
metáforas e trocadilhos à parte...
às vezes, não sei o que fazer com a fragilidade da alma. não confundir com fraqueza, se faz favor. é fragilidade, mesmo. pura. daquela que emociona e desalinha as lágrimas de tal forma que têm que sair a correr. ou emociona e solta-se exuberante em risos e gargalhadas, no corpo a dançar num arraial de alegria transparente. a fragilidade continua ali. sempre. até os heróis são frágeis - e eu que não acredito em heróis! então, parece que será sorte tamanha fragilidade. ainda que a minha sorte seja ser forte, apesar da fragilidade da alma. ser frágil e ser forte. fragilidade não é fraqueza.
e mais não sei.
há o sol ainda lá fora e esta noite sento-me à mesa com almas de coração com quem não receio partilhar o tamanho da minha fragilidade.
sim. porque eu tenho essa sorte. todos deviam ter essa sorte. devia ser uma sorte destinada à nascença.
a amizade.
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