estranha esta tendência de permitir que o que é menos seja tudo. como se bastasse o menos para sermos o todo. não basta. não chega. eu, que sempre quis o tudo, acabo por concluir que sempre me contentei com o menos. JÁ não serve. acho que isto dava um tratado. a auto-estima, o padrão, e etc, etc e tal. não importa. as razões e justificações e desculpas... não interessam para nada, agora. porque é verdade, sabem... acaba por chegar um momento em que já não há sombra que encubra a verdade. o menos é menos. ponto. nunca conseguirá ser tudo. o menos das pessoas, dos dias, de todas as coisas... resume-se, tão simplesmente, à importância que lhes damos. podem ser menos e podem ser tudo. e podem ser menos e tudo ao mesmo tempo e até menos no próprio tudo.
o menos das pessoas, já não me chega. preciso de (e quero) pessoas que sejam tudo com o menos que, por natureza, também são, mas que tenham o todo que, para mim, vale a pena partilhar. o carinho, o cuidado, o respeito. a presença. o coração. só assim os dias terão o tudo que se sobreporá ao menos que, por natureza, também existe no todo dos dias. porque no ciclo das 24 horas também existe o tempo sombrio (e mágico) da noite. sem a noite, sem o dia, não haveria o todo equilibrado e justo... do tempo.
o menos de todas as coisas também já não basta. preciso de (e quero) projectos de alma cheia, mesmo que coabitando com o menos dos projectos que, pela sua natureza, também não são perfeitos e até aqueles projectos não têm alma nenhuma. o menos das outras coisas para serem tudo...o suficiente terá que bastar como tudo. no fundo da minha escala da importância.
e por tudo isto... chega-me de menos. eu quero tudo. e tudo não é perfeição. tudo, simplesmente, É. para isso, estou pronta. mais do que nunca. muito provavelmente porque, desta vez, eu soube respeitar o timing para dizer CHEGA ao menos que ao meu tudo não basta.
pronto. é isto.
Sem comentários:
Enviar um comentário